Belo Horizonte: impressões, dicas e mineirices

Belo Horizonte, quem conhece não esquece.

Depois de um tempo sem escrever muita coisa por aqui, estou tentando voltar à ativa. Nada melhor que começar com tudo, já trazendo uma série de posts sobre Minas Gerais.

Longe de querer esgotar tudo sobre o estado, até porque ainda há uma infinidade de lugares para conhecer, queremos trazer para vocês nossas impressões e alguns relatos dos locais que já fomos, das experiências que tivemos e, claro, dos planos que ainda estão no caderninho. Nada melhor, então, que começar falando de Belo Horizonte, a deliciosa capital mineira.

Esse post não é fruto de uma única viagem para Belo Horizonte, mas de algumas. Sinto dizer, mas depois da primeira vez, não tem mais jeito, você vai querer voltar. Já estivemos à trabalho, em paradas estratégias entre um voo e outro, como um pit stop antes de uma viagem ao interior do estado, enfim, desculpas nunca faltam para visitar e revisitar Beagá.

Ali pela segunda ou terceira vez, passamos a passear já com a ideia de escrever esse texto. Os olhos ficaram mais atentos, prestando atenção aos detalhes que, às vezes, passam despercebidos. Imbuídos pelo propósito de aproveitar cada minuto para encontrar os lugares mais legais, as ruas mais bonitas e as comidas mais caprichadas, tivemos dias de pura comilança e dias de contemplação. Tudo na vida é equilíbrio.

Quanto mais o tempo passa, mais percebo que a correria tem o poder de tirar a graça de qualquer lugar. Na pressa, tudo fica cinza. Não sei vocês, mas eu quero é uma vida mega ultra colorida, de preferência regada a café e pão de queijo.

Brincadeiras à parte, não esperem aqui aqueles posts redondinhos com uma lista de coisas para fazer, mas que na verdade só repetem o que já está escrito em tudo que é lugar. Por aqui, gostamos de conversa boa e texto com alma, sem nenhuma obrigação a não ser compartilhar o que nos agrada. Justamente por isso, vai ter dica de restaurante, de passeio, cafeterias e de restaurante de novo, afinal estamos falando de Minas Gerais.

Assim, longe de querer trazer um roteiro, quero apenas deixar algumas dicas de coisas que nós achamos que valem a pena. Aliás, temos uma lista de lugares que amigos indicaram, mas ainda não tivemos a chance de visitar, como o Mirante das Mangabeiras e os restaurantes do Chef Léo Paixão (Grupo Glouton). A desculpa para voltar está mais que pronta :).

Vamos lá?

Cafeterias em Belo Horizonte (e uma gelateria)

Belo horizonte tem tanto bar e tanta cafeteria que é praticamente impossível fazer uma lista decente. Nós somos mais do time dos cafés do que dos botecos, mas a cidade oferece de tudo um pouco.

Separamos alguns cafeterias que são bacanas e fáceis de ir. A maior parte delas está perto uma da outra, no bairro chamado Savassi. Aliás, já fica a dica: para uma primeira viagem à Belo Horizonte, acho uma boa pedida se hospedar por lá. O acesso a restaurantes e lugares legais fica bem mais fácil.

Elisa café

Como diz o slogan do Elisa Café e Torrefação: Um bom café muda tudo.

Eu não poderia deixar de fora essa cafeteria tão agradável. Excelentes cafés, atendimento bacana e uns bolinhos muito gostosos para acompanhar.

Em Belo Horizonte há duas unidades do Elisa Café: uma no miolinho do Savassi e outra na Avenida do Contorno, pertinho da locadora de carros Localiza. Visitamos as duas, em mais de uma ocasião, e a experiência foi muito boa. Além de servirem café, ainda dá pra comprar os grãos inteiros ou já moídos pra tentar reproduzir a experiência em casa.

OOP

A Oop é uma das cafeterias preferidas deste blog e não é de hoje. Já estivemos por lá algumas vezes e sempre foi uma experiência muito legal.

Ela também fica na região do Savassi e ocupa boa parte de uma calçada. A parte interna é bem pequena, mas as mesas espalhadas perto de uma árvore são um charme à parte. Recomendo muito o bolo de banana de lá, uma delícia.

Ah, e se você for dar uma passada pelo Instituto Inhotim, eles também tem uma unidade lá.

Academia do Café

A Academia do Café fica em uma construção meio escondida, no bairro Funcionários. Tem uma parte interna simpática e mesas no jardim, muito agradáveis.

O local promove cursos e experiências mais específicas e sensoriais, inclusive cursos para baristas, mas como fomos sem muito planejamento, nossa visita rendeu somente um café delicioso. Vale a pena dar uma olhadinha no site deles e conferir as novidades.

Dona Cafés especiais

A Dona Cafés Especiais apareceu do nada no nosso roteiro. Um local bem básico, com uma fachada simples, que pode muito bem passar despercebido para os mais incautos.

Estávamos andando despretensiosamente pelos arredores quando o local acabou nos chamando atenção. Não provamos as comidinhas de lá, mas o café estava muito saboroso e o atendimento foi muito eficiente. Vale a visita.

Pão de Queijaria

A Pão de Queijaria não é bem uma cafeteria, está mais para uma uma lanchonete, padaria, queijaria. Enfim, é uma coisa meio mineira demais para caber em um conceito.

Eu amo o lugar. Tem pão de queijo de tudo que é jeito, waffles e sanduiches de pão de queijo (nos quais o recheio pode ser nada menos que mais queijo).

Já fomos mais de uma vez e é sempre uma delícia. Da última vez provamos um waffle muito bem apresentado e sanduíches de pão de queijo recheado com pernil e outras guloseimas, que estavam espetaculares.

Uaiê

Já que estamos falando de coisas bem específicas, não poderia deixar de fora a Uaiê. Não é uma lanchonete, nem uma cafeteria. Mas também não pode ser simplesmente classificada como sorveteria. Ao menos não nesses moldes que a gente está acostumado.

A Uaiê é relativamente nova, começou as atividades em 2024. Foi idealizada, criada e é cuidadosamente comandada pelo chef Pedro Barbosa. Ela traz a proposta de produção artesanal de sobremesas do tipo sorvete, mas com combinações diferentes, algumas bem exóticas.

Tanto o sorvete em si quanto as casquinhas são feitos por eles e, em geral, possuem acréscimos apenas de flores, frutas e outros doces como bolo e até algodão doce.

Tanto o conceito quanto a execução de cada uma das sobremesas é espetacular. Não é exagero algum dizer que se trata de uma experiência gastronômica.

Provamos duas das sobremesas: coco fresco com abacaxi e requeijão moreno com goiabada. Ambas estavam maravilhosas, mas a de coco fresco é surreal.

Restaurantes e bares em Belo Horizonte

Redentor Bar

Meio restaurante meio bar, o Redentor é bem grande e movimentado. Abre para almoço e pelo que notei, estica até o jantar e segue madrugada adentro. A comida é boa, mas devo dizer que é um lugar meio muvucado, com música ao vivo em alguns dias.

Ele aparece na lista porque tem uma localização boa, no Savassi, e não tem muita chance de erro. O cardápio é vasto e pode agradar até os grupos de viajantes mais ecléticos.

Em geral, nos fins de semana, todos esses bares e restaurantes ficam cheios, com fila de espera por uma mesa. O #sextou é real em Belo Horizonte, ali por volta das quatro da tarde o movimento já aumenta bastante.

Bar Moema

Assim como o Redentor, o Moema também está na categoria bar/restaurante, só que tem uma vibe diferente. Acho o ambiente mais bonito e as opções de comidas me parecem mais elaboradas, com alguns toques autorais em pratos já conhecidos.

As bebidinhas também são muito caprichadas. Ah, ele também fica no Savassi, ao lado do Redentor.

Caê Restaurante Bar

Aqui está um dos meus queridinhos. O Caê é um lugar mais longe do burburinho, até meio escondido.

É um lugar que sempre me pareceu bem autoral, com releitura de clássicos, tanto nas bebidas quanto nas comidinhas. Eu sou muito fã de coxinha e eles têm uma porção de mini coxinhas de carne de sol que é sensacional. Só por ela já vale a visita.

Mas além das entradinhas caprichadas, ainda há várias opções legais de pratos principais e sobremesas, sem contar a carta de drinks e vinhos, que é bem completa.

Sem dúvida vale a visita.

Restaurante Nuúu

Antes de falar do restaurante em si, é preciso contextualizar. De todos da lista, penso que nenhum outro tem um nome que consiga traduzir tão bem Belo Horizonte.

A palavra Nuúu pode significar espanto, admiração, contentamento e até surpresa. É meio equivalente ao “nossa”, “uau”, mas muito mais charmosa. Desde que tive contato com amigas e amigos de Minas Gerais, acabei incorporando a expressão. É um caminho sem volta.

Quanto ao restaurante, apesar de ficar dentro do Novotel, ele é excelente e é aberto ao público. Em geral, a gente acaba ficando meio desconfiado de restaurantes de hotéis, mas esse vale a visita.

O ambiente é bonito, super tranquilo e bem aconchegante. O cardápio é bem restrito, mas é tudo muito bem feito. Quando fomos, provamos algumas entradas e, como prato principal, experimentamos risoto de camarão com banana da terra e um bife ancho com fetuccine ao creme de cogumelos. De sobremesa, provamos um Geladim de Mexerica. Desde a apresentação até o sabor, estava incrível.

Se estiver de bobeira pela região e quiser um lugar tranquilo para comer, pode ir sem medo.

Restaurante Dona Lucinha e Restaurante Xapuri

Aqui entramos no terreno dos clássicos. Propositalmente, coloquei os dois juntos na lista. Não que sejam semelhantes, mas ambos são tradicionalíssimos e são ponto de parada quase obrigatória.

O restaurante Dona Lucinha é maravilhoso. A comida é simples, bem regional, mas muito saborosa. Há mais de uma unidade, mas nós visitamos apenas a do Savassi.

O ambiente é bem pitoresco, com louças e objetos espalhados pela área interna e externa. De fato, parece mesmo uma casa de vó. Aliás, a casa de uma avó que gosta de cozinhar.

A Dona Lucinha, que dá nome ao local e por muitos anos comandou a cozinha, faleceu em 2019, mas os restaurantes, em Minas e São Paulo, estão a todo vapor. Há um livro que trata da história dela, mas ainda não consegui comprar.

Toda vez que vou até lá me sinto em casa, tamanha minha relação de afetividade com o lugar. Sem dúvidas, recomendo a visita.

Agora, tratando do restaurante Xapuri, tenho que ser sincera. Fica bem longe da região central e, apesar de ser um local muito bonito, não sei se a visita vale a pena.

Nós fomos almoçar e a comida estava, de fato, muito boa. Mas ao menos na minha visão, faltou algum diferencial. Justamente por isso, é bom avaliar bem, ainda mais considerando as dificuldades quanto ao deslocamento.

Então, se a viagem for curta e precisar escolher entre os dois, sugiro o Dona Lucinha para comer uma comida tradicional.

Pizzaria Forno da Saudade

A Pizzaria Forno da Saudade é um lugar único! Bem no alto da colina, com fachada e decoração que nos proporcionam uma viagem no tempo. O letreiro em vermelho é uma coisa espetacular. Um misto de rusticidade e simplicidade, com um toque vintage super charmoso.

E não se enganem: não se trata só de um lugar bonito, com uma vista maravilhosa. A comida também é ótima, assim como as cervejas. Destaque para o pão de aliche com os acompanhamentos. Perfeitos.

São poucas mesas, espalhadas no entorno da pizzaria, as quais tomam boa parte de uma praça. Se chegar cedo ou for durante a semana, as chances de conseguir uma mesa aumentam, mas em fins de semana, o mais provável é que você vá se sentar nas muretas ou nos banquinhos espalhados pelo local.

Garanto que, mesmo sendo este o caso, valerá à pena.

Cozinha Tupis

Do mesmo grupo que a Pizzaria Forno da Saudade, a Cozinha Tupis é um achado.

Da simples leitura das avaliações no Google e outros sites de busca já dá pra notar que é um lugar meio polêmico. Tem gente que ama e tem gente que odeia com todas as forças.

Aqui somos do time que ama. De verdade, acho um lugar muito autêntico. Das mesas de metal aos pratos criados e executados nos mínimos detalhes, acho uma experiência incrível. Nós provamos grande parte dos itens no cardápio e tudo estava sensacional.

Agora uma coisa é certa: O Mercado Novo, onde a Cozinha Tupi está localizada, é um lugar meio diferente. Vou falar dele mais adiante, mas para a visita valer à pena, é bom ir sem muitos pré julgamentos e alinhar as expectativas com o que o lugar tem de bom para oferecer.

Passeios em Belo Horizonte (que às vezes também envolvem comida)

Lagoa da Pampulha

A Lagoa da Pampulha é um lago artificial que faz parte de um conjunto arquitetônico idealizado por Oscar Niemeyer. No entorno dela está a famosa Igreja de São Francisco de Assis, O Museu de Arte, a Casa do Baile e a Casa Kubitschek.

A lagoa em si não é meu lugar preferido, achei até meio sem graça. Sou mais afeta à natureza de verdade do que aos lagos artificiais e, de uns anos para cá, toda essa coisa de arquitetura opressiva do Niemeyer tem me incomodado um pouco. Mas a Igreja é bem fotogênica e vale a visita.

Registro aqui que tenho amigos que acham o passeio no entorno da lagoa maravilhoso, alguns que inclusive recomendaram andar de bicicleta por lá, sentindo a brisa, apreciando a paisagem e se deixando levar. Não sei se já confessei antes, mas não tenho um bom relacionamento com bicicletas, então deixo a parte do passeio de bike para vocês. Talvez, fazendo o passeio assim, a lagoa fique mais divertida.

Circuito da Liberdade

O chamado Circuito da Liberdade engloba um complexo de antigos prédios da administração pública que se tornaram espaços de cultura e lazer.

Bem no meio dele, por assim dizer, está a Praça da Liberdade, a qual, apesar de pequena, é muito charmosa. No centro dela há um coreto, uma fonte bem grande e vários jardins. Além disso, ela é cortada por fileiras de palmeiras imperiais, que dão aquele ar de grandiosidade ao local.

No entorno da praça há vários prédios antigos, merecendo destaque o imponente Palácio da Liberdade, construído para ser a sede do governo. Há possibilidade de fazer a visita ao palácio, inclusive passear pelos jardins, mas nosso tempo era meio curto quando passamos por lá e acabamos ainda não entrando. De todo modo, a visita é gratuita e pode ser feita aos sábados e domingos, das 10h às 16:30, bem como de quarta a sexta, das 12h às 17h. Antes de ir, você pode conferir no site se está acontecendo algum evento ou exposição por lá.

Outro prédio que chama atenção é o Centro Cultural Banco do Brasil, que fica ao lado da praça. Ele é bem antigo, com construção iniciada em 1926, sendo o projeto do arquiteto Luiz Sgnorelli. A fachada do prédio é bem bonita, mas vale entrar para dar uma olhada no interior, que é lindo.

No dia em que fomos, aproveitamos para visitar a exposição temporária da Bolsa Pampulha, cuja entrada era gratuita. Ela apresentava o resultado da residência artística do Museu de Arte da Pampulha (MAP), integrada por onze bolsistas provenientes das cinco regiões do Brasil.

Por coincidência, uma das salas tinha obras de um artista de Rondônia, o Rafael Prado, as quais tratavam de conflitos e questões ambientais muito presentes na nossa vida.

Para saber quais exposições estão acontecendo é só checar no site do centro.

Mercado Central e Mercado Novo

Para quem é da turma que gosta de cozinhar, mercados são o paraíso na terra. Já deu para notar que gosto de comer e amo cozinhar, então para mim o Mercado Central de Belo Horizonte é um espetáculo. Ouso dizer que gosto mais dele do que do Mercadão de São Paulo e olha que eu gosto bastante do Mercadão.

O Mercado Central tem de tudo um pouco: panelas, cacarecos, animais vivos, plantas, produtos para jardinagem, comida pronta, queijos, vinho, doces de encher os olhos e um povo simpático demais da conta.

Já tive o privilégio de visitar algumas vezes e é impossível sair de lá sem provar as delícias. Indico muito experimentar os queijos e os doces e a partir das degustações escolher quais levar.

Gosto muito dos queijos D Alagoa, dos canastras do Jacob, do Jair e do Pingo e também dos queijos Goa, da serra da Mantiqueira. Muitos dos queijos são maturados, então dá para transportar em temperatura ambiente sem problemas. Mesmo que você esteja levando pra Rondônia.😜

Além de todas as degustações, alguns lugares do mercado eu indico como obrigatórios: Comercial Sabiá (para comer uma broa de milho maravilhosa), a Tradicional Limonada, o Rei do Torresmo (para uma refeição leve e saudável – contém ironia) e o Ponto da Empada (coma a empada de jiló. Confia!)

Bem perto do Mercado Central, está o Mercado Novo. A proposta é bem diferente. Durante o dia, o Mercado Novo funciona mais como um centro de serviços e distribuição, sem muito apelo turístico. À tarde e à noite, no entanto, a coisa muda de figura. A partir do segundo andar, o local é tomado por lojas excêntricas, restaurantes e bares diferentes, tudo num estilo bem alternativo.

Eu gosto bastante do local, mas sei que algumas pessoas podem ficar incomodadas com o estilo mais informal. Não espere um lugar arrumadinho, dentro de certos padrões sociais. O Mercado Novo é bem fora da caixa e pela minha avaliação, isso é parte da essência do local.

Se você se incomoda com pessoas mais alternativas e estilos mais contemporâneos, digo logo que, talvez, o Mercado Novo não seja para você. Agora, se você quer ter uma experiência diferente, provar comidas legais, comprar doces e queijos muito bons, aí é uma visita obrigatória.

Sendo este o caso, indico, além do Cozinha Tupis, a Terras Altas GOA (para comprar queijos maravilhosos), a cervejaria Odeon, a loja de doces Rapa do Tacho e a lanchonete Bento Bolinhos.

Instituto Inhotim

O Instituto Inhotim não fica em Belo Horizonte. Está localizado nas imediações de Brumadinho, mas acaba fazendo parte do roteiro de quem está na região. Nós estávamos voltando de Ouro Preto quando passamos por lá, mas é comum que as pessoas visitem o museu à partir de Belo Horizonte.

Antes de contar como foi nossa experiência, é bom explicar o que é Inhotim. Trata-se de um enorme museu ao ar livre, que mescla paisagens naturais e obras dos mais diversos artistas, em geral em um estilo mais moderno.

Como o local é muito grande, é impossível ver tudo em um dia só. Justamente por isso, minha sugestão é dividir a visita em pelo menos dois dias. No instituto há restaurantes e uma estrutura muito boa, então dá para passar o dia tranquilamente.

Nós compramos os tickets on line, mas é possível comprar na recepção se a visita for durante a semana e fora das férias escolares e feriados. Visitamos o local em dois dias seguidos, mas devo dizer que é puxado, pois as caminhadas são cansativas.

O instituto é dividido em três grandes setores, diferenciados por cores: rosa, amarelo e laranja. Muita gente faz a visita seguindo metodicamente as cores, outros escolhem previamente os pontos de interesse e alguns fazem praticamente um plano de guerra para conseguir ver tudo.

Resolvemos fazer um pouco diferente e optamos por escolher algumas poucas atrações e, entre elas, simplesmente ir passeando, andando pelo parque e descobrindo o que ele podia nos oferecer. De um jeito ou de outro, o ideal é entrar no site do instituto antes e dar uma olhada no acervo, até para ter uma ideia do que fazer.

No nosso primeiro dia, já chegamos ao instituto na hora do almoço. Almoçamos no restaurante Oiticica e fizemos caminhadas a pé, conhecendo as galerias mais próximas. Paramos no Café Oop, comemos bolo, tiramos fotos, ouvimos os pássaros e ficamos admirando a paisagem sem muita pretensão.

Vivenciar o parque não é uma corrida, é uma experiência de contemplação. Foi justamente nessa linha que terminamos a visita no dia seguinte, já perto do fim da tarde.

As obras espalhadas pelo museu/parque são muito variadas e obviamente cada um vai ter uma percepção diferente. Eu gostei muito do Desvio para o Vermelho, do Cildo Meireles, da galeria toda da Adriana Varejão e da True Rouge, de Tunga. Essa última, inclusive, fica ao lado da cafeteria Oop e em um lugar lindo do parque, com um lago esverdeado fascinante.

Com o Instituto Inhotim, encerro, por enquanto, esse post, que certamente ainda vai ter muitas atualizações a cada nova viagem para Belo Horizonte.

Deixo, por fim, um conselho. Se tiver chance de ir à Belo Horizonte, vá. Nem que seja uma passada breve, vale muito à pena. Se tiver mais dias, melhor ainda. É uma cidade acolhedora, com uma gastronomia espetacular, que merece não só uma, mas várias visitas.

Gostou? Compartilhe este post...

Você pode gostar...

2 Resultados

  1. TARCISO MARCHETTO disse:

    Pra acompanhar o torresmo, um limão capeeeeta!

  2. Elaine Kátia Gerhardt Marchetto disse:

    Uma viagem gastronômica que vale a pena ir e repetir.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *